UM BRASIL DE ALÉM-MAR

Amigos, voltei de uma viagem a um país que me surpreendeu muito.

Além das taxas de crescimento acima de 10% ao ano (de fato, em torno de 15%), o que ví foi um grande canteiro de obras, um pólo de crescimento quantitativo e qualitativo, conduzido por um povo alegre e confiante.

Não, meus caros, eu não fui assistir aos jogos na China. Fui dar um curso em Angola.

Uma curiosa mistura entre o antigo e o novo, com as gruas construindo prédios do futuro, e (principalmente no centro da cidade) muitos sinais ainda dos tempos difíceis de regime totalitário e de guerra, Luanda respira hoje os ares (ventos, na verdade) de um progresso galopante.

Eu sei, brasileiros, que vocês devem estar se perguntando sobre o título deste texto: - aonde estão as semelhanças com o Brasil? Aí vão:

Nossa colonização portuguesa nos deu em comum a língua, mas também fez com que desenvolvessemos a criatividade, a capacidade de improvisação, em níveis do que se pode chamar de "jeitinho angolano" que, espero eu, não sofra a distorção pejorativa que teve aqui no Brasil, no sentido de valorizar quem leva vantagem.

Eles nos deram o Samba (que quer dizer "encosta do morro"), e hoje trazem o ritmo do Brasil, já que a música angolana é muito rica, mas os ritmos ficam mais parecidos com os do Caribe.

Há grandes artistas dentre as pessoas que exercem outras atividades. Parece que eles, assim como nós, já nascem com o ritmo. Conhecí um, compositor, cantor e ...profissional da área de auditoria! Suas músicas podem fazer sucesso em qualquer parte do mundo.

Nós, brasileiros, temos que tirar o chapéu para eles: a independência do País foi proclamada somente em...1975! Mesmo assim, há um grande sentimento de pátria, de nacionalismo saudável, e sem ufanismos exagerados. A receptividade do povo fez com que me sentisse em casa.

Ao fazer meu check-in de volta, pensei no curso da História, que separou os continentes antes grudados, depois nos deu (de forma ilícita, com a escravidão) o privilégio de compartilhar com a cultura africana tanta coisa, que podemos dizer que um descendente de europeus nascido no Brasil, parece mais com um Angolano do que com um português ou um italiano. Os japoneses brasileiros são mais africanos na forma de ser do que quaisquer outros: dançam e tocam um bom samba, jogam futebol e têm senso de improvisação.

Agora, que alguns de nós fazem o caminho inverso buscando oportunidades de trabalho na África, devemos ficar atentos para que as nossas atitudes façam dos brasileiros um povo querido e bem-vindo. Toda a atenção neste sentido deve ser tomada por parte de empresários, turistas e trabalhadores.



Escrito por Zé às 09h47
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CONVERSA GRAMPEADA

Ligação interceptada pela Polícia Federal entre uma advogada e um policial:

Policial: E aí, já tens a grana?

Advogada: Sim, você vai combinar a entrega aonde?

Policial: Na minha casa, esta noite. Já comprei a farinha e os outros bagulhos.

Advogada: Tudo bem. Você têm certeza de que ele não vai furar?

Policial: Não, já tá tudo combinado. A versão oficial é que ele sai da "universidade" hoje, mas volta amanhã.

Advogada: E o resto da turma, vem também?

Policial: Os de sempre. Só diretoria.

Advogada: E o meu? Já está com você?

Policial: Encomendei ontem, vou buscar hoje à tarde.

Advogada: Vou cobrar, hem? Sabe que o "patrão" não perdoa!

Policial: Não tem furo, o fornecedor é firmeza.

Advogada: Tá, hoje às oito, então.

A PF interceptou e cercou a casa por volta das 21:00 hs, depois que todos já haviam chegado. E já entrou de pé na porta, metralhadora em punho, gritando:

- A casa caiu, malandragem! Todo mundo preso!

Perplexo, o policial deixou cair o bolo de aniversário do filho, a advogada segurou o envelope com o dinheiro (presente dela para pagar a matrícula da faculdade do neto), e o vovô nem tinha ainda recebido a camisa que o filho tinha mandado fazer sob medida. Enfartou antes.

Coisas de um País estressado.



Escrito por Zé às 16h23
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Voltando de férias

Voltei a SP no domingo, e fica difícil escolher o tema para o post. As idéias se acumulam, os fatos avançam em 15 dias, e tem muita coisa para comentar. Vamos, então, a um resumo dos principais temas:

Para começar, conforme prevíamos, o banqueiro OPPORTUNISTA continua solto. Não quero fazer julgamento antecipado com base na imprensa, mas o certo é que, fora da cadeia, essas quase três semanas permitem a alguém com tal poder econômico fazer muita coisa. A pizza está no forno.

Tiros da polícia e de bandidos continuam matando inocentes. Será tão difícil distinguir um trabalhador de um bandido? Os bandidos fazem isto fácil, fácil. Ou vocês já ouviram falar de algum ladrão que tenha sofrido um sequestro relâmpago?

A Globo, como sempre, repete os temas até que o estômago do telespectador forme úlceras múltiplas. A bola da vez são os adolescentes drogados e rebeldes, filmados num Big Brother da baixaria doméstica. O público gosta. O adolescente brasileiro, orgulhoso, fala para os pais: - Viu? Podia ser pior! Não reclamem, bundões! Com todo o carinho respeitoso que os pais merecem hoje.

Dercy, muito a contragosto, passou para o andar de cima. Amy Winehouse faz força para partir, mas continua por aqui.

 



Escrito por Zé às 10h37
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O Habitat Natural

Divulgou-se que, dos candidatos para as eleições deste ano, cerca de 20% Têm contra si pelo menos um processo judicial, sendo boa parte deles na área criminal.

 

Surpreso? Eu não.

 

Todos sabem que os animais procuram para viver o local mais adequado às suas necessidades, onde possam mais confortavelmente praticar suas atividades instintivas ou não. A fartura de alimentos e ausência de predadores influi muito decisivamente nesta decisão.

 

Ora, há décadas que a nossa República é um verdadeiro maná em termos de recursos financeiros. Assim, os gananciosos já tem uma tendência natural para viverem na política. Em não havendo predadores, ou seja, sendo a nossa justiça lerda, atrapalhada e desdentada, nossos poderes legislativo e executivo tornaram-se o habitat natural para os sanguessugas, ladrões, vagabundos e assassinos que compõem parte considerável da classe.

 

Para se eleger, mais e mais políticos recorrem ao dinheiro do crime organizado, e, devendo favores a eles, fazem com que a atividade criminosa prospere mais e mais no Brasil. Fica também o ambiente político cada vez mais adequado aos que apreciam a imundície e a roubalheira.

 

Agora, discute-se se a lista com os ladrões deve ou não ser divulgada.

 

Se você não paga uma dívida de R$ 50,00, vai para o SPC, para o SERASA. Seu nome fica lá à disposição, mesmo que ainda não tenha tido o direito de se defender. Agora, para os políticos, o judiciário tem que abrir uma ampla discussão no sentido de permitir ou não a divulgação da “lista negra”.

 

E você? Pensa ter o direito de saber quem são os bandidos?

 

 

 

 



Escrito por Zé às 10h10
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Se beber pouco, não dirija!

Atenção, leitor: a nova lei de trânsito aprovada determina que você não pode ter uma só gota de álcool no sangue, se estiver dirigindo. Apreensão do veículo, multa e até cadeia podem rolar se te pegarem.

Isto quer dizer que os bombons de licor, por exemplo, são considerados tão nocivos quando uma garrafa de cachaça.

A decisão, aplaudida por médicos e autoridades do trânsito, na verdade, tende a sair pela culatra. Os antigos limites, que permitiam ao motorista beber, por exemplo, dois copos de cerveja, tinham o poder de incentivar a moderação. Como agora uma velhinha que comeu um bife na cerveja e um pé-de-cana que tomou duas garrafas de cachaça estão no mesmo barco, dane-se a moderação!

Nem o mais ingênuo dos mortais deve imaginar que isto fará com que os jovens baladeiros passem a tomar leite na rave do final de semana.

O sujeito que tomou um copo de cerveja, agora, vai tomar ainda mais, porque tanto faz para o bafômetro.

E as madrugadas nas grandes cidades continuarão a estraçalhar vidas, em carros movidos a álcool e drogas.



Escrito por Zé às 10h23
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Fashion Week - quem se importa?

Já comentei aqui,uma vez, sobre as notícias repetitivas, previsíveis. As semanas de moda podem se classificar nesta categoria.

O texto das reportagens pode ser mantido, mudando um nome aqui, uma cor alí. Há, sim, as cores! Perguntaram a uma especialista em moda qual seriam os tons para o verão, e ela respondeu: "- cinza, branco, marrom, bege, e todos os tons e cores bem berrantes". Quais, então, seriam as cores fora-de moda?

Mais uma vez, vemos coisas que só se vai usar mesmo no desfile, coisas que chamam de "tendências". Roupas que nunca passam disso mesmo, ou seja, não irão para no seu guarda-roupa, até mesmo porque não cabem em mulheres normais, com bunda, peito, essas coisas meio fora de moda no mundo fashion. Seja sincero: quantas mulheres você conhece com 1m85 e 50 kg?

Mas é tudo muito badalado. No metrô, na rua, no entanto, continuaremos a ver os práticos jeans, camiseta, moleton, mais ou menos preenchidos conforme a fofura da "modelo" do mundo real.

A mulher brasileira continuará bonita, cheia de curvas, sejam quais forem os panos a cobrí-las. Nós, homens, aplaudimos e agradecemos.



Escrito por Zé às 17h55
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A REVOLUÇÃO PELADA

Depois dos bike-strippers, em São Paulo, hoje corre a Net outra notícia sobre um protesto de estudantes nús na Tailândia. Seria uma moda que teria vindo para ficar? Será que os pelados têm maior poder de persuasão do que armas, pedras, ou paus?

Imagine-se, leitor, pedindo ,pelado, um aumento ao seu chefe . Ou então, numa fila do SUS, com o frio que tem feito, do jeitinho que veio ao mundo.

Cada um com suas motivações, mas agora, a forma oficial de reivindicar seria tirando a roupa. O Brasil quer uma cadeira no conselho de segurança da ONU? Lá vai um embaixador pelado. Um jogador protesta por não ter sido convocado para a seleção, comemorando um gol sem calção. A ex-diretora da ANAC vai pelada ao congresso para depor na CPI. Um alto executivo sobe para uma reunião num banco só de pasta e gravata, para pedir um empréstimo.

Os palanques eleitorais seguem a moda, com candidatos e candidatas pedindo votos, peladinhos, nos comícios. Motoristas, indignados com as multas que receberam, fazem bunda-lelê nos vidros dos carros.

E você? Pelo que protestaria pelado(a)?



Escrito por Zé às 10h31
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PARA NÃO FALAR DE FUTEBOL

Tenho evitado textos sobre futebol, e mais ainda sobre a seleção brasileira, dado o imenso desinteresse que o assunto provoca nos cultos leitores desse blog.

Procuro, então, outro assunto, já que a derrota para o Paraguai é até normal, com o time que temos.

Política, talvez, que nos dá piadas prontas: não , nada de novo digno de nota. Quem sabe economia, já que o petróleo hoje bateu novo recorde, chegando aos US$ 139.00 o barril. Não, também não. Estou mais de olho nos preços do barril de chope. Ciências, atualidades, meio ambiente? Tudo velho.

Voltar então ao futebol? Não, futebol não, temos que ignorar a seleção.

Bingos: essa é boa: há cerca de 20 bingos funcionando no Estado de São Paulo, conforme eu já previa num post do final do ano passado (veja "Escandaloteca"), alegando liminares concedidas com base na Lei Pelé. Lei o quê? Pronto, lá vem o futebol de novo perturbar nosso texto.

Não dá, me desculpem, vou falar mesmo dessa porcaria de time que, ontem, vestiu a camisa amarela. Este arremedo de futebol feio, cheio de volantes, jogado sem vontade, por um time que atende a interesses de muita gente, mas que faz pouco do torcedor.

Confesso que não assistí o jogo. Depois de ter visto os cinco minutos finais de Espanha x Suécia, cheguei à conclusão de que aquilo que jogamos por aqui não é mais futebol. Torço fervorosamente para que fiquemos de fora da próxima copa.



Escrito por Zé às 13h29
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OS TRAIDORES APROVARAM A NOVA CPMF

Conforme já prevíamos, após alguns adiamentos, durante os quais provavelmente o governo comprou os votos faltantes (seja com dinheiro, seja com influência), finalmente os traidores do povo aprovaram a CSS, nova CPMF.

Contra a vontade daqueles que os elegeram, contra os interesses do País, mas a favor da manutenção da gastança desenfreada da máquina governamental, os parlamentares mais uma vez demonstram seu fisiologismo, centrado em interesses pessoais e acima do bom-senso e da decência.

Se aprovada no senado, sofreremos um golpe. Golpe no sentido político e no sentido policialesco do termo. Um estelionato cometido contra o contribuinte, que acreditava estar a CPMF definitivamente extinta.

 



Escrito por Zé às 10h44
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TEMPESTADE À VISTA

Me disseram certa vez que, em chinês, a palavra "crise" tem a mesma grafia de "oportunidade". Não sei se é verdade, mas o clima econômico mundial aponta para a ocorrência de furacões e terremotos em grande escala.

Enormes oportunidades de ganho surgiram com a abertura da China para a economia de mercado. O impacto é tão grande, no entanto, que fica difícil calcular as consequências, até mesmo a curto prazo. O crescimento de 10% ao ano numa nação de quase 1,5 bilhão de habitantes equivale a um verdadeiro tsunami econômico.

Hoje, houve expressiva queda nas bolsas asiáticas, e o mercado se assusta com medo de que haja "estouro" na bolha de crescimento do preço das ações na China. Os EUA, com suas taxas de desemprego, tentam imaginar o poder que terão os democratas em consertar o enorme estrago dos 8 anos Bush.

O preço do petróleo sobe descontroladamente, abrindo espaço para o Brasil e sua tecnologia de exploração em águas profundas, ao mesmo tempo em que escancara para o mundo o nosso imenso potencial de produção de biocombustíveis. A Amazônia vai sendo mais e mais cobiçada por países estrangeiros. Politicamente, ainda não somos suficientemente fortes e respeitados para evitar interferências em nossa soberania.

A Europa, em relativa estabilidade, já declara sua dependência de importação de álcool, e de mão de obra, para suprir as vagas deixadas pelos seus "velhinhos", e pela falta de jovens em sua população.

A globalização, cujos ventos até agora foram de fraca e média intensidade, começa a girar num redemoinho mais rápido, anunciando a formação de um furacão. A devastação e as oportunidades que essa grande tempestade que se avizinha trarão, nem os melhores meteorologistas econômicos podem prever.



Escrito por Zé às 12h51
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OS NOVOS (VELHOS) PELEGOS

O sindicalismo tem, no mundo, histórias de conquistas, mas também de escândalos. Mesmo nos EUA, houve época em que os sindicatos eram comandados por mafiosos, ou interesseiros.

No Brasil, temos também os dois lados. A palavra PELEGO é usada para designar o sindicalista que, aparentemente, atua em defesa dos trabalhadores, mas, na verdade, defende os interesses dos empresários, é claro, em troca de grandes vantagens financeiras.

Temos, hoje, sindicalistas no poder. E o poder traz aos seres humanos o que eles têm de melhor e de pior. Infiltrados e comandando o ministério do trabalho, eles, hoje, manipulam verbas bilionárias, que, cridas com boa intenção, são desviadas para os interesses de empresários gananciosos e corruptos.

Estão longe de representar os trabalhadores. A obrigatoriedade de recolhimento de um imposto sindical é um absurdo, e enche os cofres dos sindicatos para que eles possam aplicar os recursos nas campanhas políticas de seus dirigentes corruptos.

São os novos pelegos, posando de defensores valentes do interesse público, mas agindo como propagadores de maiores diferenças sociais.

Num país em que os direitos trabalhistas foram tão violados no passado, sentem-se porta-vozes dos trabalhadores, como defensores dos seus direitos. Leis demagógicas os protegem, e permitem que as raposas tomem conta do galinheiro.


Escrito por Zé às 09h17
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HISTÓRIA ALTERNATIVA

Numa entrevista que ouvi no rádio, o repórter perguntava a uma historiadora o que teria acontecido com o Brasil se a corte de D. João VI não tivesse vindo ao Brasil há 200 anos. Ela deu uma resposta muito sem graça, dizendo que o "se" não faz história. Acho que faltou a ela imaginação. Vamos tentar?

Se a corte tivesse ficado em Portugal, Napoleão teria tomado posse do país e deposto os monarcas. Os Franceses reinariam por pouco tempo, e teriam enviado uma esquadra para comunicar aos brasileiros que eram os novos donos da colônia. Porém derrotadas as tropas de Napoleão na Rússia e no Reino Unido, o Brasil passaria a ser colônia inglesa.

O país desenvolveria uma língua como resultado de uma mistura do inglês com o português. A língua "brazilianeira" produziria diálogos como estes nas ruas:

- Uai você nou veio a meu birthday?

- Because eu had to work horextras.

A grafia seria Brazil, com Z. A independência seria proclamada pelo General Severino de Araújo Mc Donald, descendente de ingleses e nordestinos, nascido em São Paulo. Teríamos logo de cara uma república.

Com a república vindo antes, os escravos também teriam sido libertos uns 50 anos antes. O futebol, esporte nascido na Inglaterra, teria chegado antes, e seríamos ainda melhores neste esporte, alcançando o pentacampeonato já em 1958.

Em 1942, a grande esquadra brasileira atracada em Fernando de Noronha teria sido atacada pelos alemães, de forma covarde. Seria o nosso Pearl Harbor. Entraríamos na segunda guerra mundial junto aos aliados, com os aviões fabricados em São José dos Campos, os melhores caças do mundo na época, provocando a rendição do eixo já em 1943.

O presidente brasileiro, Alberto da Silva Churchill, assinaria juntamente com os americanos, ingleses e  russos o pacto entre as nações que passariam a governar o mundo no pós-guerra.

A riqueza do país atrairia gente de todo o mundo. O terrorismo internacional, no final do século XX, ameaçaria o Brazil, até que, em 2001, aviões atingissem o Italy Towers, de 120 andares.

A resposta o Brazil daria no ano seguinte, vencendo a copa de 2002, numa final contra o Iraque, por 4x0, gols de Ronald (2), Pelé Jr. (1) e Saddam (contra).

E VOCÊ, TEM UMA HISTÓRIA ALTERNATIVA PARA CONTAR?



Escrito por Zé às 15h12
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TODOS CONTRA A CPMF, EXCETO...

Os parlamentares governistas decidiram, ontem, "arregar" e não votar o novo velho imposto com medo de sair perdendo. Adiaram para a próxima terça, talvez por julgar que até lá há tempo para comprar os votos que faltam.

Que o nosso legislativo é uma vergonha nacional, não é novidade. O que está cada vez pior, é que, ao invés de representar os eleitores, representam o governo. Cento e oitenta milhões de brasileiros são contra o imposto desnecessário, escorchante e injusto, que de contribuição não tem nada e saúde, muito menos.

Nossa economia vai bem, obrigado. Tem tanta saúde, que a arrecadação este ano deixou um superávit de quase 7 bilhões de reais (já pagos os imensos juros da dívida interna, e os gastos da corte governamental, que só fazem aumentar governo após governo). Já o nosso sistema de saúde, vai mal, e ia mal com CPMF e tudo.

Trazer a velha CPMF de volta é um golpe de estado, é fazer chacota com a democracia brasileira.

É, mais uma vez, fazermo-nos, a todos, de palhaços.



Escrito por Zé às 12h32
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MISCELÂNEAS

Quem visita este blog, sabe que eu gosto de escrever sobre assuntos bem variados, mas criticar é um esporte que pratico com mais desenvoltura.

Hoje, não estou com vontade de criticar nada, nem ninguém. Também não estou a fim de elogiar.

Apenas registro fatos, percebo que notícias se repetem nos jornais. Nada é realmente novo, e isto não é novidade nem para mim nem para você.

A TV é a coisa mais previsível que existe: depois do feriadão, as velhas reportagens sobre os acidentes, o trânsito nas estradas, as mesmas frases requentadas saindo de bocas diferentes nas entrevistas. Tão certo como no mês que vem falarão dos namorados, e em novembro e dezembro dirão que a maioria das pessoas vai usar o 13o. salário para pagar dívidas.

Na política, nada de novo. Quem se diz candidato talvez não seja, quem será jura de pés juntos que não.

Todos os dias, depois do chamado "apagão aéreo", temos uma notícia nas rádios sobre a quantidade de vôos atrasados em cada aeroporto. Poderiam mudar um pouco, dizendo os que saíram exatamente no horário previsto. Mas não, sempre a mesma lenga-lenga.

Ler jornais está se tornando um saco.

E você, aí, tem alguma coisa de novo para contar?



Escrito por Zé às 22h08
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BIZARRA SOCIEDADE

Um fato que ocupa os jornais hoje demonstra, em muitos aspectos, o esfacelamento dos valores da sociedade brasileira e suas consequências.

Um rapaz é sequestrado por alguém a quem ajudou no passado, com ajuda de um eventual prestador de serviços, também conhecido.

Nenhum deles se preocupou em esconder o rosto, o que deixa clara a intenção de matar a vítima, recebendo ou não o resgate - fato este, de acordo com a própria vítima, repetidamente confirmado pelos próprios sequestradores.

Sendo "amadores", pessoas ditas normais que começam a flertar com a bandidagem, esqueceram no quarto do cativeiro um machado. O "vigia"cochilou, e a vítima aplicou-lhe três golpes certeiros. Espatifada a cabeça do criminoso, pegou uma arma e rendeu os ocupantes da casa. Um traficante "peixinho" e uma patricinha de classe média que consumia crack no local.

Rumaram para a delegacia no FOX da bonitinha, foram abordados por policiais. Tentaram fazer com que os policiais acreditassem que eles é que estavam sendo assaltados pela vítima. Os policiais podiam até ter acreditado, já que a loirinha parecia realmente indefesa.

Evidentemente, e com muita justiça, o rapaz não será indiciado. O dono da casa, traficante e provavelmente bandido de primeira viagem, deve ser solto logo. A patricinha deve, a esta altura, estar em casa, dando explicações aos pais e amigos do porquê se encontrava na boca de fumo.

Bizarra sociedade, em que uns tem dinheiro para consumir, outros vivem da venda de drogas, outros ainda , inconformados com o pouco que têm resolvem seguir o caminho do crime, e outro ainda sofre por ter cometido o "crime" de ter algum dinheiro. Tudo parte de uma mesma novela, em que cada um de nós pode ser personagem mesmo sem ainda ter se dado conta disso.



Escrito por Zé às 14h45
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English


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